Mais uma área de Palhoça é liberada para venda e consumo de moluscos

Mais uma localidade de Palhoça, na Grande Florianópolis, foi liberada para a comercialização de moluscos: a Praia do Pontal. A informação foi divulgada pela Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca nesta segunda-feira (30). Com isso, a retirada, venda e consumo desses animais pode ser feita em oito lugares do litoral (veja abaixo).

O restante do litoral segue interditado. O motivo da proibição é a presença de uma toxina paralisante.

Estão liberadas as seguintes áreas:

  • Em Florianópolis: Barro Vermelho, Costeira do Ribeirão, Freguesia do Ribeirão e Caieira da Barra do Sul
  • Em Palhoça: Praia do Cedro, Praia do Pontal, Enseada do Brito e Barra do Aririú

 

“Essas áreas nunca estiveram com problemas, mas estávamos monitorando para ver se iria mudar essa situação. Como a análise da última semana não apresentou problemas, liberamos a comercialização”, disse o gerente de Pesca e Aquicultura, Sergio Winckler da Costa.

Nas demais localidades do estado, estão proibidos a retirada, venda e o consumo de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões desde 19 de outubro por causa da presença da toxina.

Em todos os locais de cultivo do litoral estão sendo feitas coletas da água para o monitoramento. Os resultados dessas análises definem a liberação ou interdição das áreas.

Toxina

O motivo da interdição no litoral catarinense foi a presença de uma toxina paralisante, encontrada em Porto Belo, no Litoral Norte. A toxina foi detectada em exames laboratoriais tanto da água quanto de moluscos em cultivos da localidade de Ilha João da Cunha.

Segundo a Secretaria da Agricultura e da Pesca, o litoral catarinense foi interditado como forma de prevenção. A presença da toxina na água não representa risco aos banhistas.

De acordo com a pasta, a substância pode causar diarreia, náuseas, vômitos, dores abdominais e perda de sensibilidade nas extremidades do corpo. Em casos mais graves, pode causar paralisia generalizada e morte por falência respiratória.