PF faz buscas em SC em casa de praia de irmãos suspeitos de comandar esquema de fraude de seguro-desemprego e FGTS

Segundo PF, nada relevante para a operação foi apreendido nesta quinta (18) no apartamento frequentado pelos suspeitos desde 2011.

 
PF cumpriu mandado de busca e apreensão em apartamento em Balneário Camboriú (Foto: Luiz Souza/RBS TV)PF cumpriu mandado de busca e apreensão em apartamento em Balneário Camboriú (Foto: Luiz Souza/RBS TV)

O mandado foi cumprido na manhã desta quinta (18) após a deflagração da Operação Stellio, realizada pela Polícia Federal em parceria com o Ministério do Trabalho. No entanto, nada de interesse da investigação foi encontrado no local, segundo o delegado Thiago Giavarotti, da delegacia da PF em Itajaí.

O apartamento fica próximo à praia central de Balneário Camboriú. Segundo a investigação, os suspeitos visitavam a casa com frequência, desde 2011. Eles são do Pará e moram em Curitiba, conforme a Polícia Federal de Itajaí.

Eles são suspeitos de comandarem a organização, conforme a Polícia Federal de Itajaí, e não teriam agido em Santa Catarina.

Até a publicação desta notícia, o G1 não conseguiu contato com a Polícia Federal de Tocantins para mais detalhes sobre a atuação dos irmãos.

 

Prejuízo de R$ 320 milhões

 

A investigação apontou um prejuízo de R$ 320 milhões, entre janeiro de 2014 e junho de 2015. Ao todo, são cumpridos 136 mandados judiciais nos estados do Tocantins, Goiás, Pará, Maranhão, Roraima, Paraná e Santa Catarina, sendo 56 mandados de busca e apreensão, 10 de condução coercitiva, 9 prisões preventivas e 61 prisões temporárias.

A investigação apontou que requerimentos fraudulentos eram inseridos nos SINES por agentes credenciados e em escritórios montados pela organização, mediante a utilização das senhas desses agentes cooptados pelos criminosos.

A Justiça Federal em Palmas determinou a prisão de 14 agentes e ex-agentes de SINES dos estados do Tocantins, Goiás e Maranhão, que atuaram na inserção de milhares de requerimentos fraudulentos no sistema do Ministério do Trabalho.

A Justiça também determinou a indisponibilidade financeira de 96 pessoas suspeitas de fazer parte do grupo para ressarcir o erário público pelos prejuízos.

Os fatos estão relacionados aos crimes de estelionato, organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva, cujas penas somadas ultrapassam 50 anos.

Fonte: G1 SC